{"id":313,"date":"2026-06-11T18:50:41","date_gmt":"2026-06-11T18:50:41","guid":{"rendered":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/?page_id=313"},"modified":"2026-06-11T21:12:30","modified_gmt":"2026-06-11T21:12:30","slug":"anna-kingsford-e-o-vegetarianismo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/anna-kingsford-e-o-vegetarianismo\/","title":{"rendered":"Anna Kingsford e o Vegetarianismo"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\">Anna Kingsford e o Vegetarianismo<\/h2>\n<h4 style=\"text-align: center;\">Samuel Hopgood Hart<\/h4>\n<hr style=\"height: 2px; border: none; background-color: #000;\" \/>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">ANNA KINGSFORD nasceu em Maryland Point, Stratford, em Essex, em 16 de setembro de 1846. Tendo falecido em 22 de fevereiro de 1888, com a idade relativamente precoce de quarenta e um anos. Mas, durante sua curta vida, que obra ela realizou! Os benef\u00edcios dessa obra estamos colhendo hoje, embora muitos n\u00e3o saibam disso.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Meu objetivo ao escrever este artigo \u00e9 trazer ao conhecimento dos leitores desta Revista alguns fatos relacionados \u00e0 vida de Anna Kingsford, que para eles deveriam ser de especial interesse, e, de modo geral, chamar a aten\u00e7\u00e3o para seus ensinamentos a respeito dos direitos da Cria\u00e7\u00e3o Animal e nossos deveres para com nossos irm\u00e3os menores. Como Ap\u00f3stola da Humanidade, Anna Kingsford \u00e9 incompar\u00e1vel. Sua atitude em rela\u00e7\u00e3o ao movimento vegetariano em particular est\u00e1 resumida em suas pr\u00f3prias palavras inesquec\u00edveis, como segue. Ela disse:<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cConsidero o movimento vegetariano o movimento mais importante da nossa era. Acredito nisso porque vejo nele o in\u00edcio da verdadeira civiliza\u00e7\u00e3o. Minha opini\u00e3o \u00e9 que, at\u00e9 o momento presente, n\u00e3o sabemos o que significa civiliza\u00e7\u00e3o. Quando olhamos para os cad\u00e1veres de animais, inteiros ou cortados, que, com molhos e condimentos, s\u00e3o servidos em nossas mesas, n\u00e3o refletimos sobre o ato horr\u00edvel que precedeu esses pratos; e, no entanto, \u00e9 algo terr\u00edvel saber que cada refei\u00e7\u00e3o \u00e0 qual nos sentamos custou uma vida.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Acredito que devemos \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o a eleva\u00e7\u00e3o de toda essa classe de pessoas profundamente desmoralizada e barbarizada, a\u00e7ougueiros, tropeiros e todos os outros que est\u00e3o ligados a esse neg\u00f3cio deplor\u00e1vel. Milhares de pessoas s\u00e3o degradadas pelo matadouro em sua vizinhan\u00e7a, que condena classes inteiras a uma ocupa\u00e7\u00e3o degradante e desumana.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Aguardo o momento em que a consuma\u00e7\u00e3o do movimento vegetariano ter\u00e1 criado homens perfeitos, pois vejo neste movimento os fundamentos da perfei\u00e7\u00e3o. Quando eu percebo as possibilidades do vegetarianismo e as alturas a que ele pode nos elevar, estou convencida de que ele se provar\u00e1 o <b><i>redentor do mundo.\u201d<\/i><\/b><\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">O que Anna Kingsford fez pela causa vegetariana <b><i>e tudo o que ela representa<\/i><\/b> jamais deve ser esquecido por aqueles que est\u00e3o colhendo os benef\u00edcios de seu trabalho e que, como valentes cavaleiros, continuam sua luta contra a crueldade e a injusti\u00e7a, pois \u201ca justi\u00e7a entre homens e mulheres, humanos e animais, eram seus principais objetivos. Toda injusti\u00e7a era crueldade, e a crueldade era, para ela, o \u00fanico pecado imperdo\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Felizmente, seu amigo e colaborador, o falecido Edward Maitland, deixou para n\u00f3s, em sua \u00faltima e maior obra, <b><i>A Vida de Anna Kingsford<\/i><\/b>, publicada alguns anos ap\u00f3s sua morte, um registro de sua vida e ensinamentos, cujo valor e import\u00e2ncia s\u00e3o incalcul\u00e1veis. \u00c9 a hist\u00f3ria de uma alma, um livro que Edward Maitland tinha certeza de que \u201ceducaria o mundo mais do que qualquer outra coisa, ao mostrar como a vida divina pode ser vivida e as faculdades abertas \u00e0 verdade divina, e que para obter essa verdade, a vida divina deve ser vivida\u201d. Que \u201ca vida divina\u201d aqui mencionada n\u00e3o \u00e9 vivida por aqueles que derramam sangue ou comem carne foi afirmado de forma muito clara e contundente por Anna Kingsford em uma de suas palestras na obra <b><i>O Caminho Perfeito<\/i><\/b>, na qual ela disse:<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cO Para\u00edso jamais poder\u00e1 ser recuperado, a Regenera\u00e7\u00e3o jamais ser\u00e1 completada, o homem jamais ser\u00e1 totalmente redimido, at\u00e9 que o corpo seja submetido \u00e0 lei do \u00c9den e tenha se purificado completamente da mancha de sangue. Ningu\u00e9m jamais conhecer\u00e1 as alegrias do Para\u00edso se n\u00e3o puder viver como os homens do Para\u00edso; ningu\u00e9m jamais ajudar\u00e1 a restaurar a era de ouro do Mundo se n\u00e3o a restaurar primeiro em si mesmo. Nenhum homem, sendo um derramador de sangue ou um comedor de carne, jamais tocou o segredo central das coisas ou se apoderou da \u00c1rvore da Vida. Por isso est\u00e1 escrito a respeito da Cidade Santa: \u2018L\u00e1 fora est\u00e3o os c\u00e3es\u2019. Pois o p\u00e9 da besta carn\u00edvora n\u00e3o pode pisar o ch\u00e3o dourado; os l\u00e1bios polu\u00eddos com sangue n\u00e3o podem pronunciar o Nome Divino.\u201d Ela tinha certeza de que: \u201cEst\u00e3o miseravelmente enganados aqueles que esperam a vida eterna e n\u00e3o afastam suas m\u00e3os do sangue e da morte\u201d.<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Anna Kingsford (nascida Bonus) era a mais nova de doze filhos. Era filha de John Bonus, um pr\u00f3spero comerciante e armador da cidade de Londres. Herdou uma constitui\u00e7\u00e3o fr\u00e1gil desde o nascimento, mas nasceu <b><i>com uma miss\u00e3o<\/i><\/b><b>.<\/b> Em sua inf\u00e2ncia, marcada pela solid\u00e3o e isolamento, seu maior deleite era se perder no jardim onde, como nos \u00e9 dito:<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cEla se associava \u00e0s flores em termos equilibrados, conversando com elas como seres sencientes e colocando em suas p\u00e9talas pequenos bilhetes endere\u00e7ados \u00e0s fadas com quem sua imagina\u00e7\u00e3o convivia, e com quem, em virtude de sua pr\u00f3pria forma fe\u00e9rica, ricos cabelos dourados e profundos olhos castanhos, ora ansiosos, ora sonhadores, ela bem poderia alegar afinidade.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Quando menina, Anna Kingsford lia muito e voltou sua aten\u00e7\u00e3o para a escrita. Mesmo crian\u00e7a, ela havia escrito poesia que havia sido admitida em v\u00e1rias revistas. Seu primeiro livro foi escrito aos treze anos. Seus escritos, ela disse, j\u00e1 vinham prontos, bastando apenas escrev\u00ea-los.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">A faculdade de vid\u00eancia, que se manifestara desde muito cedo, trouxe-lhe problemas com os pais, que a censuravam como se fosse respons\u00e1vel por eventos que ela havia previsto, e \u201cdemonstra\u00e7\u00f5es de faculdades anormais implicavam refer\u00eancias ao m\u00e9dico da fam\u00edlia, com resultados ao mesmo tempo desagrad\u00e1veis e ofensivos para ela\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Quando, alguns anos depois, ela conheceu algu\u00e9m em quem podia confiar, contou-lhe sobre as vis\u00f5es que tivera durante toda a vida e como os m\u00e9dicos haviam declarado que eram devidas \u00e0 superexcita\u00e7\u00e3o do c\u00e9rebro; e como ela, como muitos outros, sofrera muito com os m\u00e9dicos e n\u00e3o recebera benef\u00edcio de nenhum. \u201cMas\u201d, disse ela, \u201ceu sei que n\u00e3o \u00e9 fantasia. Tenho certeza de que vejo todas essas coisas; e <b><i>n\u00e3o <\/i><\/b>\u00e9 causado por doen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Em 31 de dezembro de 1867, Anna Kingsford casou-se com seu primo, Algernon Godfrey Kingsford, que, pouco depois, recebeu ordens na Igreja da Inglaterra e posteriormente se tornou o Vig\u00e1rio de Atcham, perto de Shrewsbury; mas, por n\u00e3o simpatizar com o sistema religioso no qual ela havia sido criada \u201cpor sua dureza, frieza e mesquinharia, e sua total falta de rela\u00e7\u00e3o com suas pr\u00f3prias necessidades espirituais, intelectuais ou emocionais\u201d, e por ter sido receptora de algumas experi\u00eancias psico-espirituais que a levaram nessa dire\u00e7\u00e3o, ela, em 1870, ingressou na Igreja Cat\u00f3lica Romana. Edward Maitland diz: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\n<p>\u201cDeve-se afirmar, no entanto, em vista de seus desdobramentos subsequentes, que nenhuma quest\u00e3o havia surgido para ela entre as duas apresenta\u00e7\u00f5es do Cristianismo: a eclesi\u00e1stica e a m\u00edstica. Ela aceitou a da Igreja Romana em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 Protestante, a Cat\u00f3lica em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 sect\u00e1ria, a est\u00e9tica e emocional em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 inart\u00edstica e formal; n\u00e3o ainda a eclesi\u00e1stica e objetiva em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 espiritual e subjetiva. Pois acerca da exist\u00eancia dessa \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o alternativa ela ainda n\u00e3o havia se dado conta. Enquanto isso, ela manteve completa independ\u00eancia, tanto em mente quanto em a\u00e7\u00e3o, declinando de qualquer dire\u00e7\u00e3o espiritual, e somente quando sua motiva\u00e7\u00e3o interior assim indicou ela come\u00e7ou a participar dos of\u00edcios da Igreja.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Tr\u00eas anos depois, em uma carta a Edward Maitland, ela disse: \u201cPor ado\u00e7\u00e3o e profiss\u00e3o, sou membro da mais conservadora das Igrejas, a Cat\u00f3lica Romana, mas por convic\u00e7\u00e3o sou mais uma pante\u00edsta do que qualquer outra coisa, e meu modo de vida \u00e9 o de uma frug\u00edvora.\u201d Estando imbu\u00edda da ideia que a dominava a respeito de um trabalho que lhe estava reservado, ela imp\u00f4s, ao se casar, como condi\u00e7\u00e3o especial, que isso n\u00e3o a impedisse de seguir qualquer carreira que pudesse ser impulsionada na vida futura \u2013 uma condi\u00e7\u00e3o que, deve-se notar, foi observada com a maior honra por seu marido durante toda a vida de casados.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Atcham, situada \u00e0s margens do Severn e sujeita a inunda\u00e7\u00f5es, revelou-se, em certas esta\u00e7\u00f5es, um local de resid\u00eancia imposs\u00edvel para Anna Kingsford, que sofria de asma. Achando impratic\u00e1vel a resid\u00eancia permanente no presbit\u00e9rio e sendo impelida irresistivelmente a atividades para as quais a vida no campo n\u00e3o oferecia oportunidade, por volta de 1872, ela se tornou propriet\u00e1ria do <b><i>The Lady&#8217;s Own Paper<\/i><\/b> (<i>O Jornal da Pr\u00f3pria Mulher<\/i>), editando-o ela mesma e dividindo seu tempo entre Londres e sua casa. Por esse meio, ela procurou dar express\u00e3o \u00e0s suas ideias.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Foi no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es como editora deste jornal que ela tomou conhecimento da exist\u00eancia da vivissec\u00e7\u00e3o, e foi nas colunas de seu jornal que soou a primeira nota da cruzada que desde ent\u00e3o tem sido travada contra as atrocidades do laborat\u00f3rio fisiol\u00f3gico. A partir de ent\u00e3o, a supress\u00e3o desta \u201cInquisi\u00e7\u00e3o moderna\u201d tornou-se um dos principais objetivos de sua vida.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Ela encontrou, assim, o que provou ser uma parte importante de sua miss\u00e3o e, para ela, o jornal havia cumprido seu prop\u00f3sito. N\u00e3o havia sido um sucesso financeiro, e ela decidiu abandon\u00e1-lo. Ela j\u00e1 havia decidido dedicar-se aos estudos de medicina, com o objetivo direto de se qualificar para realizar a aboli\u00e7\u00e3o da vivissec\u00e7\u00e3o, \u201cque ela considerava com horror apaixonado como a mais vil das pr\u00e1ticas, seja em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua natureza ou aos seus princ\u00edpios\u201d. A quest\u00e3o da reforma alimentar tamb\u00e9m era um objetivo que ela tinha em vista ao tomar uma decis\u00e3o sobre seu trabalho futuro.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Pouco tempo antes, sob a tutela de seu irm\u00e3o, Dr. John Bonus, ela adotara o regime pitag\u00f3rico de abstin\u00eancia de carne, com t\u00e3o manifesta vantagem para si mesma, f\u00edsica e mentalmente, que a levou a ver nele o \u00fanico meio eficaz para a reden\u00e7\u00e3o do mundo, tanto em rela\u00e7\u00e3o aos pr\u00f3prios homens quanto aos animais.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">O homem, carn\u00edvoro e sustentando-se por meio de matan\u00e7a e tortura, n\u00e3o era, para ela, Homem em nenhum sentido verdadeiro do termo. Ela sustentava que <b><i>\u201co que \u00e9 moralmente errado n\u00e3o pode ser cientificamente certo\u201d,<\/i><\/b> e que buscar o pr\u00f3prio benef\u00edcio, independentemente do custo para outros seres sencientes <b><i>\u201c\u00e9 renunciar \u00e0 pr\u00f3pria humanidade<\/i><\/b> \u2013 na medida em que n\u00e3o \u00e9 a forma, mas o car\u00e1ter que realmente faz o homem \u2013 ao ponto de rebaixar aqueles que o fazem ao n\u00edvel sub-humano e ao infernal.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Encontramos agora Anna Kingsford trabalhando seriamente para se qualificar e passar nos exames que tinha pela frente, e que precisava ser aprovada para obter o diploma de medicina que buscava em prol de seu trabalho. Era a primavera de 1873. Ela ent\u00e3o morava em Hinton Hall, perto de Pontesbury, em Shropshire, quando recebeu de uma senhora que morava longe, uma estranha para ela, uma carta dizendo que ela \u2013 a autora da carta, que assinava como \u201cAnna Wilkes\u201d \u2013 havia lido com profundo interesse e admira\u00e7\u00e3o uma hist\u00f3ria escrita por Anna Kingsford e publicada no jornal <b><i>The Lady\u2019s Own Paper<\/i><\/b> e, ap\u00f3s l\u00ea-la, recebera do Esp\u00edrito Santo uma mensagem para ela, que deveria ser entregue pessoalmente. E perguntava se a Sra. Kingsford a receberia e quando? Ap\u00f3s um pouco de hesita\u00e7\u00e3o, a permiss\u00e3o desejada foi concedida e um encontro foi marcado.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Um relato do encontro foi feito por Anna Kingsford da seguinte forma: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cNa hora e local combinados, encontrei-a no caminho que nos leva at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o, e fiquei imediatamente impressionada com seus modos e apar\u00eancia e, posteriormente, por sua conversa, tanto quanto eu havia sido por sua comunica\u00e7\u00e3o anterior.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Ela era alta, ereta, de apar\u00eancia distinta, com cabelos grisalhos e olhos estranhamente brilhantes. Ela me disse que havia recebido uma mensagem espec\u00edfica do Esp\u00edrito Santo, e que fora t\u00e3o fortemente impressionada a vir e entreg\u00e1-la pessoalmente que n\u00e3o conseguiu evitar de assim fazer.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Sua mensagem era no sentido de que, pelos pr\u00f3ximos cinco anos, eu deveria permanecer reservada, continuando os estudos em que estava engajada, quaisquer que fossem, e o modo de vida em que havia ingressado, n\u00e3o permitindo que nada nem ningu\u00e9m me afastasse deles, e quando esses cinco anos probat\u00f3rios e preparat\u00f3rios passassem, o Esp\u00edrito Santo me tiraria da minha reclus\u00e3o para ensinar e pregar, e que uma grande obra me seria dada para fazer.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">No mesmo ano, Anna Kingsford, tendo lido na revista <b><i>Examiner<\/i><\/b> uma not\u00edcia sobre um conto escrito por Edward Maitland, que a interessou, escreveu-lhe; e ap\u00f3s alguma correspond\u00eancia, ele aceitou um convite para a casa paroquial de Shropshire. A visita ocorreu em fevereiro de 1874 e provou ser um ponto de mudan\u00e7a na vida de ambos. Havia simpatia entre eles no plano espiritual. Eles viam a verdade da mesma forma. Haviam sido unidos por um poder que ambos reconheciam como divino, e para uma obra n\u00e3o menos divina que deveriam realizar juntos. Ambos sentiam que tinham uma miss\u00e3o e, como os eventos provaram, era uma miss\u00e3o conjunta.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Os detalhes da vida de Anna Kingsford como estudante de medicina na Universidade de Paris, para onde ela teve que ir para obter seu diploma, est\u00e3o registrados na \u00edntegra em <b><i>The Life of Anna Kingsford <\/i><\/b>(<i>A Vida de Anna Kingsford<\/i>) e, em menor extens\u00e3o, em meu <i>Pref\u00e1cio Biogr\u00e1fico<\/i> para a obra <b><i>Addresses and Essays on Vegetarianism<\/i><\/b> (<i>Palestras e Ensaios sobre Vegetarianismo<\/i>) de Anna Kingsford e Edward Maitland. Em uma carta, escrita em 1876, a Edward Maitland, relatando algumas de suas experi\u00eancias no hospital, ela disse: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cOntem no hospital de <i>La Piti\u00e9<\/i> \u2013 no consult\u00f3rio cir\u00fargico \u2013 havia um homem com um per\u00f4nio quebrado, que tive que atender em minha cota.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u2018Descreva-me o acidente que causou isso\u2019, eu disse. \u2018Eu escorreguei, minha perna escorregou e eu ca\u00ed.\u2019 \u2018Como voc\u00ea escorregou?\u2019 \u2018O ch\u00e3o estava nadando em sangue, e eu escorreguei no sangue.\u2019<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u2018Sangue!\u2019, gritei, \u2018Que sangue?\u2019<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u2018Senhora, sou um a\u00e7ougueiro de profiss\u00e3o. Eu tinha acabado de matar, e todo o matadouro estava coberto de sangue.\u2019<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Oh, ent\u00e3o meu cora\u00e7\u00e3o endureceu. Olhei para o rosto do homem. Era do tipo mais baixo, sobrancelhas profundas e finas, uma boca larga e grossa, uma pele vermelha \u2013 \u201cselvagem\u201d estava estampado em cada detalhe dele.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">O mundo me revolta. Meu neg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 aqui. Toda a terra est\u00e1 cheia de viol\u00eancia e de habita\u00e7\u00f5es cru\u00e9is. Em outros lugares encontrarei paz. (&#8230;) O que me resta de vida, viverei fazendo o m\u00e1ximo que puder contra toda forma de crueldade.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Ao concluir seu curso de Medicina, Anna Kingsford obteve seu diploma e o direito de exercer a profiss\u00e3o de m\u00e9dica na <b><i>Facult\u00e9 de Paris<\/i><\/b>, o que, como demonstra <b><i>\u201cA Vida de Anna Kingsford\u201d, <\/i><\/b>foi um privil\u00e9gio que ela obteve por meio de enorme custo de trabalho e sofrimento, tanto f\u00edsico quanto mental. Se n\u00e3o tivesse tido, durante seu curso, o benef\u00edcio da ajuda e da companhia de Edward Maitland, que, a pedido de seu marido, lhe eram feitas de tempos em tempos, livre e altruisticamente, ela n\u00e3o teria aguentado a tens\u00e3o, suportado as dificuldades e superado as tribula\u00e7\u00f5es que, por vezes, pareciam insuper\u00e1veis \u2013 que se interpunham em seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Ao obter seu diploma de Medicina, ela, com a ajuda e o apoio de Edward Maitland, logo se tornou reconhecida como a principal oponente da vivissec\u00e7\u00e3o em sua \u00e9poca; e como a principal defensora de uma dieta humana, pura e sem sangue. Todos deveriam ler <b><i>Addresses and Essays on Vegetarianism<\/i><\/b> (<i>Palestras e Ensaios sobre Vegetarianismo<\/i>), de Anna Kingsford e Edward Maitland, um dos melhores livros sobre os princ\u00edpios do vegetarianismo j\u00e1 escritos.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">A respeito dos malef\u00edcios do consumo de carne, em uma nota a \u201c<i>Ascl\u00e9pio Sobre a Inicia\u00e7\u00e3o<\/i>\u201d em <b><i>The Virgin of the World<\/i><\/b> (<i>A Virgem do Mundo<\/i>), Anna Kingsford diz: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cO primeiro resultado da Queda, ou Degenera\u00e7\u00e3o, \u00e9 o derramamento de sangue e o consumo de carne. A licen\u00e7a para matar \u00e9 o atestado do \u2018Para\u00edso Perdido\u2019. E o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o ao \u2018Para\u00edso Reconquistado\u2019 \u00e9 dado quando o homem retorna voluntariamente ao modo de vida indicado por seu organismo como o \u00fanico que lhe conv\u00e9m, e assim se re\u00fane \u00e0 harmonia da natureza e \u00e0 vontade de Deus.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Nenhum homem que siga esse caminho e o siga fielmente deixar\u00e1 de encontrar finalmente o Port\u00e3o do Para\u00edso. N\u00e3o necessariamente em uma \u00fanica vida, pois o processo de purifica\u00e7\u00e3o \u00e9 longo, e as experi\u00eancias passadas de alguns homens podem ser tais que os impe\u00e7am por muitas vidas <b><i>(2)<\/i><\/b> de alcan\u00e7ar a terra prometida. Mas, n\u00e3o obstante, cada passo fiel e firmemente trilhado os aproxima da meta, cada ano de vida pura fortalece cada vez mais o esp\u00edrito, purifica a mente, liberta a vontade e aumenta sua realeza humana.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">Por outro lado, \u00e9 in\u00fatil buscar a uni\u00e3o com Deus no Esp\u00edrito, enquanto o organismo f\u00edsico e magn\u00e9tico permanece rebelde contra a Natureza. A harmonia deve ser estabelecida entre o homem e a Natureza antes que a uni\u00e3o possa ser realizada entre o homem e Deus. Pois a Natureza \u00e9 o Deus manifesto; e se o homem n\u00e3o estiver em perfeita caridade com o que \u00e9 vis\u00edvel, como amar\u00e1 o que \u00e9 invis\u00edvel?<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">A doutrina herm\u00e9tica ensina o parentesco e a solidariedade de todos os seres, redimidos e glorificados no homem. Pois o homem n\u00e3o se mant\u00e9m distante e separado das outras criaturas, como se fosse um anjo ca\u00eddo lan\u00e7ado de algum mundo celestial sobre a Terra, mas \u00e9 filho da Terra, produto da evolu\u00e7\u00e3o, irm\u00e3o mais velho de todas as coisas conscientes; seu senhor e rei, mas n\u00e3o seu tirano.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u00c9 seu papel ser para todas as criaturas um Bom Destino; ele \u00e9 o guardi\u00e3o, o redentor, o regenerador da Terra. Se necess\u00e1rio, ele pode convocar seus s\u00faditos para servi-lo como seu rei, mas nunca pode, sem perder seu reinado, maltrat\u00e1-los e afligi-los. Todos os filhos de Deus, em todas as terras e \u00e9pocas, abstiveram-se de sangue, em obedi\u00eancia a uma lei oculta que se afirma no peito de todos os homens regenerados.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Em um serm\u00e3o escrito por ela para o marido, cujo texto \u00e9 <i>\u201cFale pelos que n\u00e3o tem voz\u201d<\/i> (<i>Prov\u00e9rbios<\/i> 31, 8), a respeito dos direitos dos animais em geral a um tratamento humanit\u00e1rio, ela disse:<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 muitas pessoas que parecem pensar que os deveres do homem come\u00e7am e terminam com o homem; e que, se disserem a verdade habitualmente, se abstiverem de prejudicar o pr\u00f3ximo e evitarem o roubo, a desonestidade e coisas semelhantes, nada mais lhes ser\u00e1 exigido por Deus em sua rela\u00e7\u00e3o com outras criaturas. Mas n\u00e3o apenas todo ser humano, mas todo ser vivo tem seus direitos; e a justi\u00e7a, em sua forma mais elevada, deve ser aplicada a todos os nossos atos. Eu digo que um cavalo coxo ou enfermo tem o direito de reivindicar que n\u00e3o seja usado para trabalho; e assim como um homem deve ser protegido de maus-tratos por outro, assim, pelo mesmo princ\u00edpio, todos os animais devem ser protegidos de maus-tratos.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Sobre as prova\u00e7\u00f5es e dificuldades que a acompanharam em seu curso na Universidade de Paris, acima mencionado, Edward Maitland afirma: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cO que a sustentou e a conduziu ao longo de seu curso universit\u00e1rio foi a consci\u00eancia de que sua miss\u00e3o era uma miss\u00e3o de reden\u00e7\u00e3o, e que tal miss\u00e3o \u00e9 confiada somente \u00e0queles que foram, eles pr\u00f3prios, mais ou menos \u2018aperfei\u00e7oados pelo sofrimento\u2019.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Alguns dos ensinamentos de Anna Kingsford derivaram da Ilumina\u00e7\u00e3o Espiritual e outros de sonhos. As mais importantes de suas ilumina\u00e7\u00f5es est\u00e3o publicadas no livro: <b><i>Vestida com o Sol<\/i><\/b> (<i>Clothed with the Sun<\/i>)<i>;<\/i> e de seus sonhos, em <b><i>Dreams and Dream Stories<\/i><\/b> (<i>Sonhos e Hist\u00f3rias de Sonhos<\/i>)<i>.<\/i> Em certa ocasi\u00e3o, sob ilumina\u00e7\u00e3o, foi-lhe dito que a salva\u00e7\u00e3o do mundo \u00e9 imposs\u00edvel enquanto as pessoas se alimentarem de sangue. Em 1881, ela recebeu uma vis\u00e3o sobre <b><i>Os Tr\u00eas V\u00e9us Entre o Homem de Deus<\/i><\/b>, um dos quais era o \u201cSangue\u201d, e em sua vis\u00e3o, foi-lhe dito que lhe fora dado retir\u00e1-los. Ela foi exortada a ser \u201cfiel e corajosa\u201d, pois \u201co tempo havia chegado\u201d \u2013 e a ordem dada foi: \u201cAfastai o Sangue do meio de v\u00f3s!\u201d<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">No mesmo ano, foi publicada uma edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas da tese que Anna Kingsford havia escrito em franc\u00eas ao final de seu curso em Paris. Foi publicada sob o t\u00edtulo <b><i>The Perfect Way in Diet<\/i><\/b> (<i>O Caminho Perfeito na Dieta<\/i>), um livro que, embora tenha demorado alguns anos para ser publicado, foi, ao ser impresso, amplamente reconhecido como o melhor livro j\u00e1 escrito a defender uma dieta pura e sem sangue. Trechos dele est\u00e3o contidos em <b><i>Addresses and Essays on Vegetarianism<\/i><\/b> (<i>Palestras e Ensaios sobre Vegetarianismo<\/i>), acima mencionado, que agora o substituiu. [NE: Os dois se encontram na \u00edntegra, gratuitamente, no site <i>www.annakingsford.com<\/i>]<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">A \u00faltima parte de sua vida foi dedicada a escrever e palestrar em nome dos ideais (incluindo o vegetarianismo) que sua miss\u00e3o, a qual sempre estava em sua consci\u00eancia, implicava. Em 1883, ela e Edward Maitland empreenderam uma viagem apresentando uma s\u00e9ria de palestras em nome da <i>Sociedade Vegetariana (Manchester)<\/i>, na qual visitaram muitas cidades, semeando a boa semente de seus ensinamentos \u2013 semente que agora est\u00e1 produzindo o que est\u00e1 se tornando uma grande colheita. Edward Maitland diz: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cAs caracter\u00edsticas mais not\u00e1veis desta viagem foram, em primeiro lugar, o entusiasmo indescrit\u00edvel despertado por Anna Kingsford em todos os lugares, devido \u00e0 eloqu\u00eancia e \u00e0 luminosidade de suas exposi\u00e7\u00f5es e ao charme de sua personalidade; e, em segundo lugar, \u00e0 intensidade de seus sofrimentos f\u00edsicos, e a maneira pela qual seu esp\u00edrito se elevou acima deles e a fez super\u00e1-los de forma triunfante.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Em 1887, problemas de sa\u00fade obrigaram Anna Kingsford a abandonar seu trabalho na imprensa, e em 22 de fevereiro do ano seguinte, em seu quadrag\u00e9simo segundo ano, esta \u201cboa e fiel serva\u201d de Deus faleceu para continuar seu trabalho em outra esfera. Um obitu\u00e1rio sobre ela e seu trabalho foi publicado no <b><i>The Vegetarian Messenger<\/i><\/b> de abril de 1888 (p. 96), e em agosto seguinte (p. 261) um poema <b><i>In Memoriam<\/i><\/b> (com ilustra\u00e7\u00e3o) do falecido Dr. W.E.A. Axon.<\/p>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Nesse artigo, procurei expor a posi\u00e7\u00e3o de Anna Kingsford como vegetariana. Concluirei com um trecho de uma carta que ela escreveu para a revista <b><i>Light<\/i><\/b> em 1882, na qual dizia: \u2013<\/p>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">\u201cSe desejamos verdadeira e sinceramente recuperar a era de ouro e nos tornarmos cidad\u00e3os do c\u00e9u, devemos come\u00e7ar adotando a nova vida e retornando aos modos naturais e humanos de sustento. A alimenta\u00e7\u00e3o com sangue e o h\u00e1bito de matar <b><i>fazem parte da queda<\/i><\/b> e vieram com ela.<\/div>\n<div style=\"padding-left: 36px; text-indent: 36pt; text-align: justify;\">N\u00f3s, da nova Vida, desejamos retornar ao \u00c9den e, como primeiro passo para l\u00e1, abandonamos aquele costume horr\u00edvel e degradante que por tanto tempo conduziu nossa ra\u00e7a \u00e0quele tipo mais baixo e bestial de exist\u00eancia; rejeitamos as v\u00edsceras as quais deleitam o lobo e o porco e, em lugar disso, nos voltamos para as frutas e gr\u00e3os puros criados pelo sol, d\u00e1divas n\u00e3o sanguinolentas de perfumados campos e \u00e1rvores, t\u00e3o somente aos quais \u00e9 adequada a anatomia do homem. N\u00e3o podemos errar ao seguir as indica\u00e7\u00f5es \u2013 ou melhor, os mandamentos \u2013 da natureza, pois essas s\u00e3o com toda a certeza palavras de Deus.\u201d<\/div>\n<p style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\"><b><i>NOTAS<\/i><\/b><\/p>\n<div style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\"><b><i>(1)<\/i><\/b> Esse artigo foi publicado na revista <b><i>The Vegetarian Messenger &amp; Health Review<\/i><\/b>, April 1931, p. 106.<\/div>\n<div style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\">Tradu\u00e7\u00e3o: Arnaldo Sisson Filho. Embora o texto em ingl\u00eas seja de dom\u00ednio p\u00fablico, a tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9. Esse texto pode ser usado para qualquer prop\u00f3sito n\u00e3o comercial, desde que essa notifica\u00e7\u00e3o de propriedade seja deixada intacta.<\/div>\n<div style=\"text-indent: 36pt;\" align=\"justify\"><b><i>(2)<\/i><\/b> Anna Kingsford acreditava na doutrina da Reencarna\u00e7\u00e3o.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Anna Kingsford e o Vegetarianismo Samuel Hopgood Hart ANNA KINGSFORD nasceu em Maryland Point, Stratford, em Essex, em 16 de&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_seopress_titles_title":"","_seopress_titles_desc":"","_seopress_robots_index":"","_seopress_robots_follow":"","_seopress_robots_imageindex":"","_seopress_robots_snippet":"","_seopress_robots_primary_cat":"","_seopress_robots_breadcrumbs":"","_seopress_robots_freeze_modified_date":"","_seopress_robots_custom_modified_date":"","_seopress_robots_canonical":"","_seopress_social_fb_title":"","_seopress_social_fb_desc":"","_seopress_social_fb_img":"","_seopress_social_fb_img_attachment_id":0,"_seopress_social_fb_img_width":0,"_seopress_social_fb_img_height":0,"_seopress_social_twitter_title":"","_seopress_social_twitter_desc":"","_seopress_social_twitter_img":"","_seopress_social_twitter_img_attachment_id":0,"_seopress_social_twitter_img_width":0,"_seopress_social_twitter_img_height":0,"_seopress_redirections_value":"","_seopress_redirections_enabled":"","_seopress_redirections_enabled_regex":"","_seopress_redirections_logged_status":"","_seopress_redirections_param":"","_seopress_redirections_type":0,"_seopress_analysis_target_kw":"","_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","footnotes":""},"class_list":["post-313","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=313"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":329,"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/313\/revisions\/329"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/annakingsford.com\/portugues\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}